Dia Mundial da Hipertensão 2026 - 17 de maio
A data tem por objetivos a conscientização mundial sobre os riscos da pressão alta e promover a prevenção, a detecção e o controle precoces.
Assassino silencioso (OMS): Verifique regularmente sua pressão
A hipertensão continua sendo a principal causa evitável de morte prematura em todo o mundo. Estima-se que 1,4 bilhão de pessoas vivam com hipertensão globalmente. Doença que afeta cerca de três em cada dez adultos no Brasil e atinge cerca de 30% da população adulta brasileira, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença renal.
Chamada de assassina silenciosa porque, na maioria das vezes, não apresenta sinais e sintomas claros e, em muitos casos, as pessoas continuam se sentindo bem. O grande perigo é, justamente, a falta de aviso do corpo e um sério o risco de morte prematura.
Apesar da disponibilidade e acessibilidade a tratamentos eficazes, apenas uma em cada quatro pessoas com hipertensão arterial faz o controle adequado. Embora sintomas como tonturas e dor de cabeça, isoladamente, não sejam parâmetro confiável para o diagnóstico, a detecção, o tratamento e o monitoramento regular precoces, podem prevenir serias complicações relacionadas à hipertensão.
Não negligencie sinais e sintomas, procure um serviço de saúde imediatamente.
O diagnóstico: Não é o fim! Mas pode ser o primeiro passo para a longevidade. A hipertensão tem controle, mas exige adesão rigorosa ao tratamento indicado, mudança definitiva no estilo de vida e acompanhamento regular, mesmo sem sintomas. Especialmente nas fases iniciais da doença, uma pequena mudança na rotina diária já pode produzir benefícios significativos.
Hábitos saudáveis: como a prática regular de atividade física, o controle do peso, o gerenciamento do estresse, uma dieta baseada em alimentos naturais, a redução do sal, de gorduras saturadas, redução do consumo de bebidas alcoólicas e abandonar o cigarro são essenciais para manter a saúde cardiovascular em dia.
A Hipertensão Arterial na juventude: a ideia de que a hipertensão é uma doença exclusiva de adultos e idosos está no passado. O aumento de hipertensos jovens é um reflexo do estilo de vida contemporâneo, acelerado e competitivo, onde o estresse, os erros alimentares (alimentos ultraprocessados, “fast food”, ...), o sedentarismo e o consequente excesso de peso, o abuso de bebidas alcoólicas e o tabaco são determinantes. Cuidar da saúde é uma responsabilidade compartilhada, que exige ação, prioritariamente do indivíduo, mas também da família, da comunidade, dos profissionais de saúde e do sistema de saúde.
Classificação sob novos critérios de pressão arterial normal (2025/2026):
Lançada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e a Sociedade Brasileira de Nefrologia, redefine o padrão: passando o “famoso” 12/8 à pré-hipertensão. Além de definir metas mais rigorosas de tratamento abaixo de 13/8 para a maioria dos pacientes.
Normal: pressão abaixo de 12 por 8.
Pré-hipertensão: alerta para níveis acima do considerado ideal, mas ainda abaixo do patamar de hipertensão, entre 12x8 e 13,9x8,9.
Hipertensão: 14 por 9 ou mais.
A Pré-hipertensão indica probabilidade futura de doenças cardiovasculares e renais; Geralmente não requer medicamentos, mas a monitorização regular, a mudança de hábitos como dieta equilibrada, a redução do sal, exercícios físicos e controle do estresse,
que são medidas essenciais. É um sinal para adoção de um estilo de vida mais saudável. Verificar a pressão arterial regularmente é o primeiro passo para a prevenção e controle.
A detecção precoce da Hipertensão salva vidas: todos devem conhecer seus valores de pressão arterial.
Os tratamentos disponíveis são acessíveis e eficazes, quando aderidos de forma consistente e previnem complicações graves.
A longo prazo: o controle e os cuidados na hipertensão são vitalícios.
Por: Enf Nalba Mirenda
NASS/DADEP/PROGEP
Fontes:
Figueiredo, Valéria Nasser - (Famed/UFU) / SBH) - (Dirco/UFU-Portal Comunica UFU;
Biblioteca Virtual em Saúde MS
World Health Organization (WHO)
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